Candidata ao governo de SP, Vivian Mendes defende reestatização de serviços e polícia comunitária
A candidata ao governo de São Paulo Vivian Mendes (UP) defendeu a reestatização de serviços públicos considerados fundamentais e a criação de uma polícia comuni...
A candidata ao governo de São Paulo Vivian Mendes (UP) defendeu a reestatização de serviços públicos considerados fundamentais e a criação de uma polícia comunitária com participação popular. As declarações foram dadas em uma entrevista que integra a série da EPTV com os concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.
O formato de participação foi definido de acordo com o desempenho na pesquisa Quaest de 25 de agosto. Quem alcançou 5% ou mais das intenções de voto foi convidado para uma entrevista ao vivo, transmitida para as regiões de Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) atingiram esse percentual. A ordem de exibição foi definida por sorteio, na presença de representantes das campanhas.
Tarcísio seria o primeiro a participar, na segunda-feira (31), mas a assessoria informou na sexta-feira (28) que ele não compareceria. Haddad foi entrevistado ao vivo na terça-feira (1º).
Já os concorrentes que ficaram abaixo de 5% têm direito a entrevistas gravadas de dois minutos. Além de Vivian Mendes, fazem parte desse grupo:
Policial Edjane (Agir)
Vera Lúcia (PSTU)
Carlos Machado (PCB)
Izadora Dias (PCO)
Policial Edjane abriu essa etapa na quarta-feira (2). Vera Lúcia teve a entrevista exibida na quinta-feira (3), Carlos Machado participou na sexta-feira (4) e Izadora Dias teve sua participação exibida no sábado (5).
Vivian Mendes tem 45 anos, é divorciada, relações-públicas e tem ensino superior completo. Nascida na cidade de São Paulo (SP), é a primeira vez que concorre ao governo paulista. Em 2022, disputou uma vaga no Senado por São Paulo.
Vivian Mendes (UP), candidata ao governo de São Paulo, em entrevista à EPTV
Reprodução/EPTV
Segurança pública
Ao abordar a segurança pública, Vivian Mendes relacionou o enfrentamento à criminalidade a mudanças no modelo policial do estado.
“Nós defendemos que é necessário que a gente sufoque as facções do estado de São Paulo. E nós precisamos sufocar, inclusive, os faccionados da Faria Lima, de colarinho branco, e desmilitarizar as polícias.”
Em seguida, a candidata apresentou o modelo que considera adequado para substituir a atual estrutura.
“Essa é a nossa política principal, construir uma polícia comunitária com participação popular. E é isso que a gente defende para o estado de São Paulo.”
Saúde
Na saúde, Vivian criticou a forma como parte dos serviços públicos é administrada atualmente e afirmou que a área ocupa posição central no programa do partido.
“Nós defendemos que a saúde pública seja diretamente administrada pelo Estado e não terceirizada como ela é hoje. Hoje a privatização caminha dentro da saúde pública do nosso estado.”
Ao falar sobre os recursos necessários para colocar a proposta em prática, Vivian mencionou a capacidade orçamentária de São Paulo.
“A gente defende que a saúde seja direta e uma valorização dos servidores e dos serviços públicos para o nosso povo. E é possível fazer isso com o orçamento que o estado de São Paulo, o estado mais rico do país, tem.”
Educação
Na educação, Vivian concentrou as críticas em mudanças adotadas no ensino médio e nos efeitos delas sobre os estudantes da rede pública.
“Nós defendemos o fim do Novo Ensino Médio, essa reforma que na verdade é um crime contra o nosso povo, contra a juventude da classe trabalhadora que depende de uma educação pública para poder se desenvolver com dignidade.”
A candidata também citou as escolas técnicas estaduais ao tratar do modelo de administração que pretende adotar na área.
“As escolas técnicas estaduais são um exemplo de que é possível uma gestão direta do Estado com qualidade na educação. Então nós defendemos o fim das privatizações na educação, que é o caminho que o governador atual tem tomado, de privatizar o ensino médio e contra as militarizações.”
Vivian ainda se posicionou sobre a presença do modelo militar na rede de ensino. “Nós vamos acabar com essa ideia de militarizar a educação no nosso estado.”
Moradia
Ao tratar da habitação, Vivian relacionou a ampliação da oferta de moradias populares ao aproveitamento de propriedades que não cumprem função habitacional.
“Vamos construir moradias populares e vamos cumprir o que está na lei. Imóvel parado e imóvel vazio vai servir para moradia popular em São Paulo.”
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